
Desde os sete anos, ter o privilégio de estar com a famíla em contato com a natureza nos fins de semana e se encantar com esse contato ajudou muito a definir as trajetórias e escolhas de Teresa Villac. Doutora em Ciência Ambiental, filósofa, advogada da União, coordenadora da Câmara Nacional de Sustentabilidade - Consultoria-Geral da União, Teresa atua voluntariamente na Educação Ambiental de servidores públicos e foi nesse espaço que a encontrei. Nessa conversa falamos sobre a perspectiva ética da sustentabilidade, da importância de criar ambientes que estimulem as pessoas a atuarem e realizarem as mudanças que precisam acontecer no mundo. Também falamos do seu mais recente livro lançado, "Governança e Sustentabilidade". "Conversando com Renato Cader, fizemos uma reflexão de onde estamos e aonde devemos chegar. A governança pública nos permite um controle social e é obrigatória. A governança e a sustentablidade precisam estar mais conectadas. E essa conexão é que é o grande desafio de operacionalizarmos nos órgãos públicos. Precisamos de um reforço de cidadania ecológica e sustentável dos gestores públicos. Se os recursos são finitos, como podemos ser contra a sustentabilidade?", questiona. Para Teresa, o Brasil já possui fundamentos na Constitução, um princípio e um objetivo na Lei de Licitações, e um vastissimo quadro legal e infralegal que são obrigatórios e precisam ser inseridos nos editais. E citou o Guia de Contratações de Licitações Sustentáveis, como uma referência à disposição dos gestores de todo o País: "Não tem como avançar nas Licitações sustentáveis sem capacitação". Perguntada sobre o porquê de ela não desistir, Teresa diz que a convicção é tão clara, e trabalhar com sentido gera perspectiva de futuro. As idas e vindas, segundo Teresa, fazem parte do que ela chama espiral da sustentabilidade. "Movimentos de transformação sociais não são ineares". Ela sugere, ainda, a leitura do recente livro do filósofo Edgar Morin, que lançou ao completar cem anos de vida (“É Hora de Mudarmos de Via – As Lições do Coronavírus”, da editora Bertrand Brasil). Ela alerta, porém, que a perspectiva de valorizar as pequenas mudanças não afasta a necessidade que temos de institucionalizar e aperfeiçoar os instrumentos de governança da sustentabilidade. "Não podemos ficar no voluntarismo dos servidores. Sem indicadores e planejamento estratégico não conseguimos avançar". Mãe de gêmeas, Teresa conta o segredo de sua resiliência: "Quando estou cansada, eu descanso. E uma coisa que me ajuda é estar com pessoas que sabem sobre o desafio de chegar onde queremos chegar. Viver é o hoje e essa conexão com a sustentabilidade ela permite uma conexão com o sentido das coisas". Inspirador, não? Então assista, ouça, e compartilhe! Conheça o site Mulheres Sustentáveis Inscreva-se para receber nossa newsletter Ajude o projeto: https://www.catarse.me/pt/projects/156503/subscriptions/start?reward_id=275702 Visite nosso canal do Youtube