
Em 2001, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão, após os atentados de 11 de Setembro, com o objetivo de combater a Al-Qaeda e derrubar o Talibã. A operação destituiu o governo afegão e deu início a duas décadas de ocupação militar, insurgência e tentativas de construir um Estado alinhado aos interesses de Washington. Em agosto de 2021, após uma retirada marcada pelo colapso das forças afegãs e pelo caos no aeroporto de Cabul, o Talibã voltou ao poder. A guerra consumiu trilhões de dólares e deixou um saldo devastador de mortes, deslocamentos e destruição. Cinco anos após a saída americana, o país continua enfrentando uma grave crise humanitária, enquanto as restrições impostas pelo Talibã, especialmente aos direitos das mulheres, aprofundam o isolamento do Afeganistão. Quais foram os resultados concretos de duas décadas de intervenção norte-americana? E qual foi o custo humano e econômico da guerra para os afegãos? Para entender o assunto, recebemos Marcelo Freitas, professor de relações internacionais do Centro Universitário La Salle (Unilasalle); Lais Cavallin, doutoranda em relações internacionais do Programa San Tiago Dantas na área de paz, defesa e segurança internacional, e professora de relações internacionais da Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (ESAMC); e Luciana Garcia, doutoranda do Programa de Letras Estrangeiras e Tradução da Universidade de São Paulo (USP). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.