
Em conversa com o Mundo RH, Thaylan Toth, CEO da Mindsight, explica por que a inteligência artificial nativa pode transformar a gestão de pessoas sem retirar o julgamento humano das decisões. A inteligência artificial já chegou ao RH. Mas será que as empresas estão realmente transformando a gestão de pessoas ou apenas adicionando novas ferramentas a processos antigos? Essa é uma das provocações que conduzem o novo episódio do podcast do Mundo RH, que recebe Thaylan Toth, fundador e CEO da Mindsight, para uma conversa sobre inteligência artificial, tecnologia e o futuro da gestão de pessoas. No episódio, Toth explica o conceito de uma plataforma AI Native, na qual a inteligência artificial não aparece apenas como um recurso adicional. Ela está integrada ao funcionamento do sistema e pode apoiar diferentes etapas da gestão, desde a criação de pesquisas e avaliações até a análise de informações e a construção de planos de ação. Um dos pontos centrais da conversa é justamente a capacidade da IA de lidar com algo que sempre foi desafiador para o RH: contexto, narrativas e particularidades humanas. Para o executivo, a tecnologia permite abandonar parte da lógica de processos excessivamente padronizados e responder com mais rapidez às necessidades específicas de áreas, equipes e gestores. Mas isso não significa entregar todas as decisões aos algoritmos. Toth defende um modelo híbrido, no qual a IA automatiza tarefas, organiza informações e amplia a capacidade operacional, enquanto o profissional de RH continua exercendo julgamento, interpretação e relacionamento humano. A discussão ganha ainda mais relevância diante dos dados apresentados pela Mindsight: apenas 17,7% dos RHs já possuem iniciativas de IA em execução, enquanto 77,3% dos profissionais não se consideram totalmente preparados para aplicar a tecnologia no cotidiano. Ao longo do episódio, a conversa passa ainda por recrutamento, avaliação de desempenho, engajamento, produtividade e pelo impacto da IA em empresas médias e equipes enxutas. Mais do que falar sobre tecnologia, o episódio coloca uma questão sobre a mesa: se a IA pode assumir parte do operacional, o que o RH fará com o tempo, a inteligência e a capacidade estratégica que ganhará?