
Juliana Lôbo, na definição do pai, é a "representação da autenticidade, da espontaneidade e da transparência. Quase sempre assusta e pode causar repulsão (às vezes)." Sou polêmica; não sei ser morna. Nunca soube ser. Na escola, quando pequena, ou era amada ou odiada. Na Universidade e no mercado de trabalho também. No ensino primário, cheguei a ser chamada de hiperativa por muitos professores, mas todos os testes psicológicos atestaram "normalidade". Com os amigos, ou a amizade acaba logo no começo ou dura uma eternidade. Prefiro qualidade do que quantidade. Nunca segui a "manada". Nunca fui "a Maria que vai com as outras". Já escolhi seguir na "contramão" muitas vezes ao longo da minha jornada. Eu diria que na maioria da vezes. Sou a única "não médica" da família, a única tatuada 8 vezes, a única que largou tudo para morar no exterior, a única que cometeu a "loucura" de trocar um cargo de executiva numa das melhores empresas para trabalhar no Brasil, com um salário alto e vários benefícios, para realizar um sonho antigo. Casei na Igreja Católica, mas nunca fiz primeira eucaristia e não fui crismada. Não sei rezar o terço e não sei rezar a "Oração do Credo". A minha fé é diferente. Eu converso com Deus da minha maneira e busco fazer o bem. Sou intensa, chego chegando, não fico em cima do muro, não omito meu ponto de vista para ser aceita em tribo alguma. Não espero aprovação de ninguém. Não me espremo para caber em espaço algum. Acredito que o mundo se encarrega de nos guiar e de nos mostrar onde devemos permanecer! Sou intensa, vivo como se cada dia fosse o último dia da minha existência. Não suporto a hipocrisia, o falso-moralismo. Não me identifico com aqueles que vivem a vida alheia. Tenho alergia à falsidade. Não sou perfeita e estou longe de ser uma pessoa "certinha". Não sou e nem busco ser. Erro todos os dias, mas aprendo com cada um deles e evito cometê-los mais uma vez. Fui aprovada numa universidade pública aos 17 anos e numa universidade privada aos 22. Comecei a trabalhar aos 18 anos e nunca mais parei. Nasci numa família de classe alta, mas fui educada para a vida real. Nunca tive nada fácil. Meus pais me educaram com muitos limites e nunca passaram a mão na minha cabeça. Cresci ouvindo NÃO e aprendi desde cedo a lidar com frustrações e medos. Acredito que tudo o que colhemos é diretamente proporcional ao que plantamos e tenho a consciência de que quanto mais brilhamos mais incomodamos aqueles que não têm luz própria. Aprendi desde cedo que "a cobra jamais vai conseguir comer o vagalume" e uso todas as pedras que jogam em mim para construir pilastras sólidas que me fortalecem ainda mais