
Compartilhando algumas experiências pessoais: Uma meditação sobre estrutura de Teshuva durante a hitbodedut: 1 - Hashem eu reconheço que fiz tal coisa; 2 - Eu peço perdão por isso; 3 - Me arrependo de tal coisa; 4 - Me comprometo a orar para que Você me ajude a mudar este meu comportamento; 5 - Hashem me ajude a mudar este meu comportamento. Observações: 1 - quando dizemos que assumimos compromisso não necessariamente estamos assumindo o compromisso de orar por isso, então antes deveriamos assumir o compromisso de orar e pedir à Hashem para cumprir este compromisso. 2 - quando tentamos mudar sem orar, quando vemos que estamos indo bem e progredindo ficamos felizes, mas como sempre, iremos voltar em algum momento a falhar, e por não termos feito este progresso por meio da oração, ao invés de nos manter felizes nós começamos a nos culpar e ficamos com raiva de nós mesmos (D'us não permita). Mas se realmente oramos para o progresso que aconteceu, quando falharmos não nos entristeceremos sabendo que não confiamos em nós mesmos para aquele progresso ter acontecido, e que em momento algum esquecemos de Hashem, e por isso até o nosso erro é menos importante que deixar de desejar abrir a boca para falar com o Criador e que por isso o verdadeiro propósito da Criação é a criatura desejar se aproximar de seu Criador e o erro faz isso ser algo novo a cada momento e mais intenso ainda. Isso é um paradoxo (Tifereth) mas imagine que o conceito de paradoxo seja o mesmo que os lados direito e esquerdo do caminho que nos leva à Hashem, estes dois lados são o "erro" e o "acerto" ou outros objetos conceituais complexos à nossa percepção, Guevurah ou Chesed, Nezach ou Hod, Chochmah ou Binah, mas se apenas desejarmos seguir em frente, nos aproximando de Hashem (Kether), então o paradoxo é algo normal, às vezes caminhar um pouco para a direita e outra hora caminharmos para a esquerda, desde que continuemos seguindo para frente, em direção ao Criador abrindo a boca para que Ele nos dê alimento (Malchut).