
Mas quando um corpo negro para de funcionar, quem ou o que pode ampará-lo? E quando a gente quebra, que infraestruturas se precipitam, as do cuidado ou do descarte? Quanto tempo leva para sermos apagadas depois que as palavras, as linguagens e os gestos deixam de fazer qualquer sentido? O que sobra de um corpo negro depois que ele consente perder a batalha contra o mundo? Essas são questões trazidas por Jota Mombaça, que num exercício de imaginação, caso estivesse numa conversa com bell hooks, provavelmente, o "amor" se manifestaria como resposta a cada uma das inquietações. Isso porque nossos afetos são as nossas possibilidades, o amor é a estratégia! No mês mais romântico do ano (mês da visibilidade LGBTQIA+, dos dias dos namorados e da entrada do Sol em Câncer rsrs) te convido a ouvir algumas reflexões, minhas e de outras escritoras negras. Agradecimento especial aos meus amores, que somaram e fizeram parte do episódio, DJ Punny (@djpunny) e Antônio Valente (@toniovalentee).