
Ritmo - poema autoral Fernanda Laurindo. Você fita os olhos em mim Frita minha pele com sua essência Com seu pantômetro do prazer me medes, E vibrando estás e, dedilhando vais em cada centímetro do meu ser, se arrastas pelas curvas perigosas das minhas ruelas. Shhh! Silêncio! Pedes para eu fazer, Impossível fazer silêncio, quando até o suor grita em mim, Perante a este intenso esforço sinérgico e delirante Onde a música percorre no mesmo ritmo que nós. Pois neste momento, tudo para, E por instantes... É tudo inanimado a nossa volta, Não há vida fora dos Nossos corpos e almas, O universo para e, somente as estrelas ficam a iluminar, O espetáculo do nosso amor. Tão minucioso e detalhista és Como o artista com o seu pincel, Desenhas às cores que queres e, eu participo nesta obra de arte no meu papel Gotas de tintas caem, se misturam e Formam manchas numa extensa aquarela de emoção, prazer e contemplação.