
Caminhei por vales frios Repousei os doloridos pés Em gélidas pedras irregulares Senti no ventre a dor e o medo Das efemérides tábuas da vida Experenciei a areia, água do mar e seus elementos, Não dá para dizer que a areia é Fina demais, quente demais ou Cascalha demais Ela não é demais, ela é a areia do mar Já a água, ela é mesmo salgada E não dá para dizer que ela é demasiadamente salgada Ela é a água do mar em sua plena salinidade Variável dependendo de que mar é Todavia, não posso considerá-la salgada demais, ela é a água do mar Fluvial, mansa, quebrada e por vezes intensa Mas sempre salina e molhada Os seus elementos são milenares e juvenil Nem por isso digo que ele é velho ou jovem Ele é o mar, sem respostas ou contas certas Meramente é e está, Volume, quantidade e lugar. Agora que percebi que as areias, as águas e seus elementos são incontáveis e invulgar, Posso seguir minha saga pelo vale frio Reconhecendo quem sou e onde desejo estar, No lugar onde serei vista como Quem caminhou, cansou e retornou à caminhar, Crente que tudo são átomos que compõe Os objetos, espaço e estar.