
Nesse episódio falei sobre SANTOSHA: é a arte do contentamento, fala sobre a capacidade de estarmos em paz com nós mesmos e com o mundo. Não é resignação, mas a capacidade de adaptar-se e permanecer feliz, sejam quais forem as adversidades da vida. Santosha, o Contentamento Absoluto Santosha é um termo sânscrito composto por dois elementos: saṁ, que significa inteiro, totalmente ou por completo, e toṣa, que quer dizer aceitação, contentamento ou satisfação. Aceitar alegremente as próprias circunstâncias, independentemente de quais elas forem. Li trechos do livro A Felicidade, Desesperadamente - André Comte-Sponville É o que chamo de felicidade em ato, que outra coisa não é senão o próprio ato como felicidade: desejar o que temos, o que fazemos, o que é - o que não falta. Em outras palavras, gozar e regozijar-se. Mas essa felicidade em ato é ao mesmo tempo uma felicidade desesperada, pelo menos em certo sentido: é uma felicidade que não espera nada. De fato, o que é a esperança? É um desejo: não podemos esperar o que não desejamos. Toda esperança é um desejo; mas nem todo desejo é uma esperança. O desejo é o gênero próximo, como diria Aristóteles, do qual a esperança é uma espécie. Resta encontrar a ou as diferenças específicas, isto é, a ou as características que virão especificar a esperança no campo mais geral do desejo. Vou lhes propor três características da esperança, três diferenças específicas. Colocadas uma em seguida da outra, elas constituirão uma definição da esperança. Primeira característica. O que é a esperança? Muitos responderão que é um desejo referente ao futuro. Foi o que pensei por muito tempo, e que muitas vezes é verdade. Mas não é o caso de toda esperança nem, como veremos, só da esperança; portanto esta não pode servir de característica definicional. A primeira característica que reterei é outra: uma esperança é um desejo referente ao que não temos, ou ao que não é, em outras palavras, um desejo a que falta seu objeto. É o desejo segundo Platão. E é de fato o motivo pelo qual, na maioria das vezes, a esperança se refere ao futuro: porque o futuro nunca está aqui, porque do futuro, por definição, não temos o gozo efetivo. É por isso que esperamos: esperar é desejar sem gozar. Podemos também esperar algo que não está por vir: a solução pode se referir ao presente, ou até, paradoxalmente, ao passado. O que chamo de desespero, filosoficamente, é bem próximo do que Freud, a seu modo e de outro ponto de vista, chama de trabalho do luto. Não é, de forma alguma, um trabalho da tristeza! A meta do luto é a alegria. Você acaba de perder um ente querido, tem a sensação de que tudo vai por água abaixo, de que nunca mais você vai ser feliz. E eis que ao cabo de três meses, seis meses, um ano, você descobre que a alegria voltou a ser possível! O trabalho do luto é esse processo psíquico, esse trabalho sobre si que faz que a alegria pelo menos torne a ser possível. Desesperar, no sentido em que emprego a palavra, é fazer o luto das suas esperanças, fazer o luto de tudo o que não é, para se regozijar do que é (o que não quer dizer, mais uma vez, que não transformamos o que é: a ação faz parte do real, a vontade faz parte do real). Recomendei o aplicativo gratitude (https://gratitude.onelink.me/sQxx/3f7svaln). Recomendei o vídeo "3 milagres diários" https://youtu.be/R1C_cbL4qCw Próximas Reflexões da Nati - segundas-feiras 15:15h (horário de Brasília) Acompanhe meu perfil também no instagram: @natiandreoli www.instagram.com/natiandreoli/ #Autoconhecimento #Aromaterapia #MahaLilah