
Estamos de frente com uma das maiores crises políticas do século XXI no Brasil. Dentro dessa realidade precisamos refletir que a diversidade é um valor fundamental para a democracia, e que por ela devemos enxergar a importância da representatividade política. Neste cenário, é preciso também considerar as interseccionalidades incluindo em todas as pautas e demandas as dimensões de classe, gênero e raça. Por isso, é importante politizar a estrutura partidária e a participação nos três poderes (judiciária, legislativo e executivo) debatendo as lógicas conservadoras e práticas preconceituosas que ajudam a explicitar a baixa atuação de negros/as, gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. Isso não significa dizer que eles não existam, a questão é como essa realidade tende a valorizar exclusivamente representatividades hegemônicas e dominantes. Para refletir e indicar caminhos de superação dessas lógicas e práticas convidamos Carla Ayres e Paulo Cabral para uma conversa sobre a questão a quem interessa o domínio da representatividade política e importância da diversidade nos processos políticos.