
“Quanto mais esquecido de si mesmo está quem escuta, tanto mais fundo se grava nele a coisa escutada.” Quem disse isso, obviamente não fui eu, mas sim Walter Benjamin quando escreveu O Narrador. A memória é uma tema recorrente que não só pode como é constantemente lido sob diferentes óticas no mundo em que vivemos. Da Escrevivência ancestral como forma de luta e resistência de Conceição Evaristo à sutileza do poder de uma lembrança tem na animação ganhadora do Oscar “Viva, a vida é uma festa”, somos cercados pelo assunto memória e é essa é minha, ou melhor, a nossa neura de hoje.