
“A maior parte da liberdade moderna tem sua raiz no medo. Não é que somos tão corajosos para nos submeter às leis; é que, ao contrário, somos muito tímidos para nos submeter às responsabilidades.” Gilbert Keith Chesterton, ou simplesmente Chesterton foi um escritor inglês, poeta, biógrafo, ensaísta, romancista, cronista e jornalista; suas polêmicas jornalísticas foram históricas. O fascinante em ler Chesterton, é a sensação de atemporalidade de sua obra; em que pese ter sido publicada em 1910, esta obra já denunciava e antevia problemas e ideologias que nos são comuns hoje – mas que em sua época era nascente; principalmente, sobre a questão com das sufragistas em busca pelo direito ao voto. Aqui, muito possivelmente temos o gen do que viria a ser o movimento feminista. Um ponto interessante na obra é a discussão em torno da democracia, e ainda a ignorância premeditada em relação às gerações passadas, e principalmente pelo que poderíamos aprender com eles, simplesmente mantendo tradições que acompanharam a humanidade desde sempre. Tal constatação levou Chesterton a afirmar que “os homens criaram novos ideais, por não se atreverem a buscar os antigos. Olham com entusiasmo para frente com medo de olhar para trás”.