
Não gosto dos cinemas de hoje. São extremamente impessoais. Ficam escondidos e acanhados no interior desses templos de consumo chamados shoppings. São divididos em diferentes salas cuja identificação se resume unicamente a um número frio. “Sala 1”, “sala 6” e por aí vai. Há sempre a preocupação de homogeneizar esses espaços. Pouco ou nada têm de diferentes entre si. A distinção se dá muito mais pelo título do filme em exibição. Decididamente, não gosto dos cinemas de hoje. Eles são destituídos de cara, de personalidade, de características próprias.