
Jerusha Chang, discipula assistente do Mestre Liu Pai Lin durante 23 anos. Sucedeu o Mestre na presidência da Associação Tai Chi Pai Lin, dando continuidade a sua obra no Brasil. Ministra cursos de Formação Tai Chi Pai Lin no Espaço Luz desde o ano 2000, formando centenas de instrutores que ajudam a manter acesa a chama do legado do Mestre LiuPaiLin. Associação Taichi Pailin Espaço Luz Rua Fradique Coutinho,1434 Pinheiros SP info@taichipailin.com.br https://www.taichipailin.com.br . Livro de Vida do Tao de Lao Zi. 1• poema: o vislumbre do mistério maravilhoso. O Tao descrito como o Tao não é o verdadeiro Tao O inominável nenhum nome pode nomear Vazio início do céu e da Terra. Existência a mãe da infinidade de seres A permanência no vazio leva ao vislumbre da maravilha A permanência na existência leva ao vislumbre do centro Na dualidade a mesma raiz uma origem com dois nomes Mistério do vazio e da existência Mistério do Mistério Porta que leva à origem do mistério maravilhoso. Poema primeiro do livro Tao Te Ching de Lao Zi: O vislumbre do mistério maravilhoso Interpretação taoista do Mestre Liu Pai Lin , traduzido por Jerusha Chang. Extraído do Caderno 1 Saude Longevidade, material didático do Espaço Luz Escola de Artes Taoistas Ltda. Se (Hermógenes) Se, ao final desta existência, Alguma ansiedade me restar E conseguir me perturbar; Se eu me debater aflito No conflito, na discórdia…Se ainda ocultar verdades Para ocultar-me, Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas…Se restar abatimento e revolta Pelo que não consegui Possuir, fazer, dizer e mesmo ser…Se eu retiver um pouco mais Do pouco que é necessário E persistir indiferente ao grande pranto do mundo… Se algum ressentimento,Algum ferimento Impedir-me do imenso alívio Que é o irrestritamente perdoar,E, mais ainda, Se ainda não souber sinceramente orar Por quem me agrediu e injustiçou… Se continuar a mediocremente Denunciar o cisco no olho do outro Sem conseguir vencer a treva e a trave Em meu próprio… Se seguir protestando Reclamando, contestando, Exigindo que o mundo mude Sem qualquer esforço para mudar eu… Se, indigente da incondicional alegria interior, Em queixas, ais e lamúrias, Persistir e buscar consolo, conforto, simpatia Para a minha ainda imperiosa angústia… Se, ainda incapaz para a beatitude das almas santas, precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende… Se insistir ainda que o mundo silencie Para que possa embeber-me de silêncio, Sem saber realizá-lo em mim… Se minha fortaleza e segurança São ainda construídas com os materiais Grosseiros e frágeis Que o mundo empresta, E eu neles ainda acredito… Se, imprudente e cegamente, Continuar desejando Adquirir, Multiplicar, E reter Valores, coisas, pessoas, posições, ideologias, Na ânsia de ser feliz… Se, ainda presa do grande embuste, Insistir e persistir iludido Com a importância que me dou… Se, ao fim de meus dias, Continuar Sem escutar, sem entender, sem atender, Sem realizar o Cristo, que, Dentro de mim, Eu Sou, Terei me perdido na multidão abortada Dos perdulários dos divinos talentos, Os talentos que a Vida A todos confia, E serei um fraco a mais, Um traidor da própria vida, Da Vida que investe em mim, Que de mim espera E que se vê frustrada Diante de meu fim. Se tudo isto acontecer Terei parasitado a Vida E inutilmente ocupado O tempo E o espaço De Deus. Terei meramente sido vencido Pelo fim, Sem ter atingido a Meta.