
Amor Algébrico de Euclides da Cunha Acabo de estudar – da ciência fria e vã, O gelo, o gelo atroz me gela ainda a mente, Acabo de arrancar a fronte minha ardente Das páginas cruéis de um livro de Bertrand. Bem triste e bem cruel decerto foi o ente Que este Saara atroz – sem aura, sem manhã, A Álgebra criou – a mente, a alma mais sã Nela vacila e cai, sem um sonho virente. Acabo de estudar e pálido, cansado, Dumas dez equações os véus hei arrancado, Estou cheio de spleen, cheio de tédio e giz. É tempo, é tempo pois de, trêmulo e amoroso, Ir dela descansar no seio venturoso E achar do seu olhar o luminoso X. Declamado por Gilles