
Crônica - Está no ar: Coronavírus Autora: Isabela Gusmão Com o início da pandemia, o surgimento de qualquer sintoma anormal é motivo de desconfiança. A dúvida é uníssona: Será que estou com COVID-19? Se há perda do olfato e, consequentemente, do paladar, as suspeitas se estreitam, e a “auto quarentena” se inicia. Todo e qualquer outro acontecimento não relacionado com o coronavírus já não importa mais. O mundo virou o coronavírus! A vida em quarentena além de solitária é ingrata. A única janela para o mundo real é a tela da televisão ou do computador, que deve ficar sempre ligada para que você não se esqueça do vírus, afinal, ele está no ar. O “local de trabalho”, onde ocorre o famoso home office, virou um cômodo inabitável da casa nos dias de folga. “Faça o teste de COVID-19 gratuitamente!”. E agora? Saio de casa, utilizo o transporte público, corro o risco de contrair a doença e faço o teste ou fico em casa me corroendo com a dúvida? Com o passar dos dias, surgem mais informações sobre novas infecções, internações e mortes por coronavírus. As preocupações só aumentam. E, diante deste cenário, qual é a saída? Não tem saída. Fique em casa. Esta crônica foi escrita para o curso de Redação Jornalística do Senac.