
“A vida na cidade não é fácil. Porque tudo tem que buscar no mercado. A gente vê nos olhos das pessoas, dos nossos jovens. Muitos aqui parecem que perderam a esperança de viver. E muita gente já desistiu, nem quer mais voltar para comunidade nova, porque cinco anos já se passaram, não tem nenhuma casa pronta, e a Fundação Renova mente muito”. O desabafo é da agricultora Maria Geralda Oliveira da Silva, que morava em Paracatu de Baixo, em Mariana (MG), até 5 de novembro de 2015. Nessa data, a barragem de Fundão, de propriedade da Samarco – empresa controlada pela Vale e pela BHP Billiton – rompeu e despejou 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro ao longo de toda a bacia do Rio Doce. Cinco anos depois, 334 famílias de Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e Gesteira – distritos que foram totalmente devastados – não foram reassentadas. É o caso da Maria Geralda, que está morando em Mariana com cinco, dos seus seis filhos. Leia mais em: https://www.brasildefatomg.com.br/2020/10/28/apos-cinco-anos-atingidos-em-mariana-mg-continuam-sem-suas-casas