
Repórter Larissa Costa “Para ser sincero, nem acredito que isso está acontecendo. Tem colega meu, rapaz novo, com vinte e poucos anos, que mexe desde os 12 ou 13 anos com carroça, que não dorme direito. Eu acordo de noite, custo a dormir. Nossa, isso está perturbando a gente demais. Dá angústia de pensar que amanhã vai ser proibido andar com a carroça”, lamenta o carroceiro Claudio de Jesus Araújo, de 47 anos. Morador do Nova Pampulha, região Norte de Belo Horizonte, Claudio trabalha desde os 15 anos como carroceiro e só parou algumas vezes, por pouco tempo, quando precisou fazer alguns bicos para complementar a renda mensal. “Meu dia a dia é arriar meu cavalo e sair para trabalhar, debaixo de sol ou de chuva. Eu só tenho a carroça, não tenho outra fonte de renda”, relata.