
Repórter Larissa Costa Às 12:28 de segunda-feira, 25 de janeiro, 273 badaladas do sino da igreja do Córrego do Feijão, em Brumadinho, lembraram as vítimas de um dos maiores crimes socioambientais do país. Há exatamente dois anos, a barragem da Vale rompeu e devastou a comunidade, destruiu famílias, contaminou o Rio Paraopeba e deixou milhares de atingidos ao longo de toda a bacia. Em silêncio, atingidos – entre familiares das vítimas e moradores de comunidades por onde a lama tóxica passou – se emocionaram ao reviver a tragédia e sentir o vento forte que, de repente, balançava as fotos penduradas das 273 vidas soterradas pela mineração. Ao todo, cerca de 50 pessoas acompanhavam uma missa celebrada pelo bispo Dom Vicente de Paula Ferreira, que fechava a programação da II Romaria pela Ecologia Integral a Brumadinho, realizada pela Região Episcopal Nossa Senhora do Rosário (Renser), da Arquidiocese de Belo Horizonte.