
Após cinco anos da remoção dos camelôs de Belo Horizonte das ruas para os shoppings populares, as principais preocupações dos trabalhadores parecem ter se concretizado. As vendas dos ambulantes caíram significativamente e, com o fim da política de subsídio aos aluguéis, os trabalhadores estão com dificuldades para quitar suas contas. Muitos, inclusive, tiveram que fechar seu comércio. O aluguel de Vicente de Paula, por exemplo, passou de R$ 900 para mais de R$ 2 mil por mês. Sem retorno financeiro para arcar com o custo, o camelô pretende fechar sua loja. “Olha o movimento. Passou alguém aqui até agora? Aqui não passa ninguém. Quando vem algum freguês aqui é porque já me conhece”, reclama. O trabalhador que, desde os 9 anos atua como camelô, cobra uma solução para o problema. “Ou a prefeitura me dá um lugar na rua para trabalhar, que era o que eu tinha e eles me tomaram, ou arrumam outro lugar, mas não dentro de shopping”, pontua.