
No dia 25 de julho comemora-se o Dia Internacional da Mulher Negra, Latina e Caribenha. No Brasil, a data também presta uma homenagem a Tereza de Benguela, uma liderança quilombola que é exemplo de força e de organização para milhares de mulheres que sobrevivem à dura realidade e às sequelas da colonização. Tereza de Benguela, conhecida atualmente como “Rainha Tereza”, foi uma mulher escravizada que conseguiu se libertar, no Vale do Guaporé, atual estado do Mato Grosso. Tereza foi líder do Quilombo do Quariterê, onde comandou a maior comunidade de libertação de negros e de indígenas da capitania. Ela coordenou a estrutura administrativa, econômica e política da comunidade, garantiu e lutou pela vida de aproximadamente 100 pessoas, por 20 anos. Segundo o documento Anal de Vila Bela, de 1770, a estrutura do quilombo era similar a um parlamento, em que havia “conselhos” para a tomada de decisões. O sustento dos quilombolas advinha da agricultura e a comunidade também produzia algodão para a confecção de tecidos. Em 1770, existem relatos de que a Rainha Tereza foi presa e morta pelos colonizadores Bandeirantes, outros dizem que ela se suicidou após ser presa. O Dia Nacional de Tereza de Benguela serve de inspiração e homenagem para mulheres pretas, latinas e caribenhas, além de motivação para debater e atuar na defesa de políticas públicas que garantam direitos para as mulheres.