
Movimentos populares acampam na entrada da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), desde a segunda (12), em protesto contra a destinação de recursos, que deveriam ser utilizados para a reparação do crime da Vale, para as obras do rodoanel. Participam do protesto entidades de luta por moradia, movimentos que organizam a luta dos atingidos e entidades de defesa do meio ambiente. Às 13h de terça-feira (13), as organizações realizaram um ato nas proximidades da ALMG. Acordo celebrado no início do ano entre a Vale, o governo de Minas e as instituições de Justiça, sem a participação dos atingidos, fixou em cerca de R$ 37 bilhões o valor da reparação, depois que foram suprimidas duas ações judiciais: uma que pedia dano moral coletivo aos atingidos, no valor de R$ 28 bilhões, e outra ação que pediu indenização ao Estado, de R$ 26 bilhões. :: Receba notícias de Minas Gerais no seu celular. Clique aqui :: A destinação do recurso agora é discutida no Projeto de Lei (PL) 2.508/2021, que autoriza a abertura de crédito suplementar em decorrência de termo judicial de reparação acordado. Na discussão, está prevista uma quantia de R$ 3,5 bilhões para financiar uma grande obra de infraestrutura viária na Região Metropolitana de BH, que o governo está chamando de rodoanel e os movimentos têm chamado de “rodominério”, por beneficiar as mineradoras. O PL pode ser votado nesta quarta-feira (14) no plenário da Assembleia.