
“A gente vive um momento em que a realidade vem perdendo importância”, afirma José Luiz Quadros. Para o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), essa constatação ajuda a explicar os motivos da reeleição de Romeu Zema (Novo) para o governo de Minas Gerais. Com 56,51% dos votos, Zema garantiu a manutenção de sua cadeira na Cidade Administrativa ainda em primeiro turno. Em segundo lugar, Alexandre Kalil (PSD) obteve 35,08%. Mesmo sendo criticado pelos movimentos populares por ser subserviente às mineradoras, operar uma gestão empresarial dos serviços públicos e conduzir a política de forma mais associada aos grandes empresários, o candidato do Novo ficou à frente em 659 dos 853 municípios mineiros.