
Repórter Rafaella Dotta Médicos e médicas de Minas Gerais manifestam sua forte discordância com a prescrição de remédios com eficácia não comprovada para o tratamento da covid-19. Em uma nota pública divulgada na sexta (15), 811 profissionais afirmam que estão se sentindo como “meros prescritores de placebos” e “charlatões” frente a orientação do Ministério da Saúde. Os profissionais se referem à prescrição de ivermectina, cloroquina, hidroxicloroquina, nitazoxanida, azitromicina, doxiciclina e outros medicamentos que não têm eficácia clínica comprovada e, assim, não traz nenhum benefício aos pacientes. Ao contrário, na opinião dos médicos, o uso dos remédios leva a população a uma falsa sensação de segurança e a um relaxamento nas medidas preventivas, como o uso de máscara e o distanciamento social. A carta requer que o Conselho Federal de Medicina e os Conselhos Regionais de Medicina orientem os médicos a não prescreverem medicamentos que não têm comprovação científica.