
Um manifesto com quase oito mil assinaturas denuncia a perseguição de profissionais do Hospital Sofia Feldman, em Belo Horizonte. Segundo o documento, três médicos foram punidos injustamente pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O motivo da sanção teria sido o fato dos profissionais terem permitido a realização da consulta de enfermagem obstétrica, com a utilização da ultrassonografia. Porém, a prática é legal e, no Sofia Feldman, referência internacional em humanização do parto, é autorizada há sete anos. Em nota, o Sofia Feldman afirmou que a realização de ultrassonografias por enfermeiros é regulamentada pela Resolução Cofen nº 627/2020 e que “a consulta de enfermagem está preconizada na Lei 7498/86, na qual o enfermeiro utiliza os conhecimentos científicos e outras ciências para estruturar sua assistência”. Ainda assim, o manifesto denuncia que João Batista Marinho de Castro Lima e Lucas Barbosa da Silva foram censurados publicamente e Ivo de Oliveira Lopes teve seu registro profissional suspenso por 30 dias. “Trata-se, portanto, tão somente de uma perseguição a profissionais que defendem e lutam pela implantação e consolidação do modelo obstétrico assistencial centrado nos direitos das mulheres, crianças e famílias”, critica o abaixo-assinado.