
Um levantamento realizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) revela que Minas Gerais lidera com folga o ranking nacional de assédio eleitoral aos trabalhadores, com 374 denúncias. O segundo colocado, Paraná, tem 158 casos. O dado endossa as diversas denúncias que têm se multiplicado no noticiário nos últimos dias, como a que envolve os trabalhadores do frigorífico Serradão, em Betim, divulgado no último dia 22. As coações vão desde obrigar os funcionários a vestirem camisas e ouvirem palestras em defesa de determinado candidato até ameaças de demissões, caso o trabalhador não apoie o candidato do empregador. Promessas de folga, abonos, recompensas ou bonificações em troca de voto são considerados crime, conforme artigos 299 e 301 do Código Eleitoral. O advogado Artur Colito, membro da Rede Nacional de Advogados Populares (Renap) explica que é importante que os trabalhadores denunciem os casos, o que pode ser feito de forma anônima (veja passo a passo ao final da reportagem). Além disso, é importante na denúncia explicar exatamente o que foi prometido ou ameaçado, se foi pessoalmente ou virtualmente e qual o superior envolvido no assédio. Segundo informações do MPT, as denúncias de assédio eleitoral no estado envolvem trabalhadores do comércio varejista de alimentos, roupas, calçados, área da saúde, indústria e administração pública municipal.