
Quatro novas licenças ambientais para projetos de extração mineralforam aprovadas em Minas Gerais no final de outubro, em plena pandemia. Todos eles tiveram ao menos um posicionamento contrário de organizações ambientalistas que compõem a Câmara de Atividades Minerárias (CMI), unidade colegiada que integra o Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). As licenças foram concedidas no último dia 27, na 65ª Reunião Extraordinária da CMI. Integram a Câmara órgãos governamentais do estado, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional de Mineração (ANM), entidades de classe e ONGs ambientalistas. A aprovação do “pacote” ignora os protestos de comunidades, organizações e movimentos populares que denunciam há anos os riscos da mineração no estado, palco dos crimes socioambientais de Mariana (MG), em 2015, e Brumadinho (MG), em 2019.