
Segundo os trabalhadores, tudo começou quando, no início de abril, a Prefeitura anunciou a volta às aulas presenciais para o dia 27 daquele mês, causando descontentamento entre os trabalhadores. Alguns desses trabalhadores, vinculados ao Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), se manifestaram em programas de rádio, carros de som, outdoors e nas redes sociais, criticando a decisão e cobrando segurança sanitária, como condição para o retorno ao trabalho presencial. A volta às aulas acabou sendo adiada para o dia 10 de maio, mas, 17 dias depois, faleceu a servidora Milta Beatriz dos Reis, que trabalhava na cantina do Projeto Guri, no bairro Matinha. Pouco antes de ser internada e mesmo após apresentar os primeiros sintomas, ela continuava indo à escola. Na época, outros servidores tinham testado positivo para covid-19.