
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), mostrou pressa em anunciar na terça-feira (3), na primeira sessão plenária depois do recesso que a privatização dos Correios entrará imediatamente na pauta da Casa. A expectativa é de que a matéria entre em votação até sexta-feira (6). Sobre os impactos da entrega da estatal ao setor privado, como propõe os Projetos de Lei (PL) da família Bolsonaro 7488/2017 e 591/221, o Brasil de Fato MG conversou com Robson Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais (Sintect-MG). Segundo ele, a privatização é um crime contra a Constituição Federal e contra o povo brasileiro. Nas pequenas cidades as agências dos Correios vão acabar. A iniciativa privada não vai prestar o serviço em um lugar que não dá lucro. Milhares de cidades brasileiras tem os Correios como o único correspondente bancário, onde as prefeituras fazem a folha de pagamento, onde os aposentados recebem. E em Minas Gerais será gravíssimo. É um crime privatizar os Correios, porque as pessoas dependem da empresa para muita coisa. Prejudicaria todo um sistema de economias locais e regionais, sem contar as eleições, pois os Correios que transportam as urnas eletrônicas. Você imagina como seria uma eleição em que uma empresa privada controlasse isso?