
Missão – muitos, ainda com uma compreensão limitada, de que o sofrimento e a culpa proporcionam evolução. Tudo isso, no entanto, mostra os desajustes em relação a leis naturais, e nossa interação com núcleos de nossa personalidade. Se nos subjugamos a isso, se cedemos a esse julgamento, então estamos presos no jogo das encarnações. É preciso entender o nível que estou falando no livro azul. Ali, eu despejei informações de todos os níveis. É preciso discernimento para saber o que importa. Ali, não podemos chegar e entrar a fundo. Precisamos colher o que necessitamos em nossa realidade. Somente assim estaremos no presente. Como alguém, que se viu como pai de sei pai em encarnação passada e agora acha que tem uma dívida... Está no lugar errado duplamente e, principalmente, nunca no presente. É preciso entender que, se um texto que expressa um nível profundo de espiritualidade, na análise dos conceitos espirituais, nos retira do nosso centro e nos traz uma sensação de ansiedade e inquietude, então devemos deixar esse texto de lado. É bem diferente quando estamos buscando uma resposta que se alinhe com o que estamos captando ou quando estamos buscando uma integração interna. É bem diferente quando usamos as aplicações do mointian ou a meditação para nos trazer paz e centramento de quando lemos algo que nos retira do nosso centro. Até porque nisso vemos que estamos lutando com algum medo, com alguma angustia que não foi trabalhada. Quando as informações não nos afetam, estamos no nosso centro, estamos bem. A missão de cada um – p.356 do manual do mointian Algo que precisamos entender são os níveis de uma participação espiritual. É preciso entender que uma missão pode ser aquela relativa a resgatar partes do nosso ser, seja por estarmos com a cronologia quebrada (alguns chamam isso fractais de alma), seja por entendermos de processos internos de integração e elevação. No entanto, há missões em vários níveis. E a missão geral e mais importante, é aquela que falei no primeiro episódio sobre espiritualidade: qual o propósito da humanidade. Aí entramos no discurso que tem sido recorrente nos últimos dias: o resgate da essência. Então temos outras missões, quando isso se torna efetivo: o despertar de níveis ainda mais profundos: Alguns são mestres que se colocam a tarefa de não lembrar. Isso pode ser verdade em algum nível. Mas, também é verdade que existem missões autoimpostas. Essas, por mais que queiramos mudar, enquanto não as cumprimos, estão ali, como um entrave, sob um ponto de vista, mas como uma verdadeira devoção a uma meta interna. Depois, quando esse decreto mental se extingue, por termos cumprido esse papel, então podemos seguir adiante.