
Spotify, YouTube, Apple Podcasts, Google Podcasts, Telegram e Instagram: http://linktr.ee/O_bandeirante A primeira etapa dos descobrimentos portugueses se deu em 1418-19 com a redescoberta do Arquipélago da Madeira, numa expedição liderada por João Gonçalves Zarco e Tristão Teixeira. São sete ilhas que ficam quase mil quilômetros a sudoeste de Portugal. Ali D. Henrique estabeleceu uma base de apoio para os navios portugueses que partiriam para o desconhecido rumo ao litoral sul-africano. A colonização começou em 1425. Trigo, madeira, cana-de-açúcar e criação de gado foram as principais atividades. Ali se deu início ao modelo das capitanias hereditárias. Muito duvidosa é a questão sobre quem teriam sido os primeiros descobridores do Arquipélago dos Açores. Os antigos? Possível, mas improvável. Genoveses? Improvável. Os portugueses na expedição de Dom Afonso IV às Canárias, entre 1340 e 1345? Muitos apostam nisso. 1427, Diogo Silves, piloto de D. João I? É quase certo. Mas o que pode-se dizer com certeza é que Gonçalo Velho, em 1431, a serviço do Infante D. Henrique, chegou aos Açores. No ano seguinte começa a colonização.; Extração de madeira, criação de carneiros e produção de trigo são as principais atividades econômicas desenvolvidas sob o regime das capitanias hereditárias. Correção: Nos primeiros minutos, por um lapso, afirmei que o Arquipélago dos Açores fica a Leste de Portugal. Obviamente, é a oeste. O Arquipélago das Canárias foi ocupado muito tempo antes do período dos descobrimentos. No reinado de D. Afonso IV é feita uma grande expedição ás Canárias, o que dá início a uma disputa entre portugueses e catelhanos pelo pioneirismo da descoberta e pelo direito à colonização. No tempo de D. João I a disputa reacende e é submetida ao Papa. No fim do reinado de D. Afonso V a solução encontrada no acordo de Alcáçovas consistiu em Portugal abrir mão das Canárias e Castela de territórios que viessem a ser descobertos ao sul daquele arquipélago. Além do desejo de vencer o infiel e propagar a fé cristã, as atividades comerciais foram o grande impulso das navegações portuguesas. Ouro, escravos, marfim, pimenta se destacam como os principais anseios dos portugueses até 1460. Na segunda metade do século XV firma-se a ideia de dobrar o continente africano e partir para o Oriente. Após transpor a real finisterra, o famoso Cabo Não, D. Henrique voltou-se para o verdadeiro obstáculo intransponível: o Cabo Bojador. Depois de 15 expedições fracassadas, em 1434, Gil Eanes conseguiu a façanha navegando para o mar desconhecido e contornando uma zona de baixios e recifes perigosos que circundam o Bojador. 1435: Gil Eanes e Afonso Baldaia descem mais 50 léguas abaixo do Bojador; 1436: Baldaia alcança um braço de mar que erroneamente julgou ser o Rio Senegal; 1441: Antão Gonçalves e Nuno Tristão regressam com dois nativos após alcançar o Cabo Branco; 1444: Gil Eanes adquire 200 nativos e os leva cativos para Lagos; 1445: Dinis Dias dobra o Cabo Verde. O comércio anual dos portugueses em África atinge a marca de 25 caravelas anuais; 1457: Cadamosto, veneziano a serviço de D. Henrique, explora as ilhas de Cabo Verde e sobe os rios Senegal e Gâmbia; 1460: morre D. Henrique.