
Nesta semana, a dica de leitura é o nada tradicional livro de memórias "Uma furtiva lágrima", da escritora brasileira Nélida Piñon. No final de 2015, então com 78 anos de idade, a autora recebeu um diagnóstico médico garantindo que teria apenas mais um ano de vida. Diante da notícia, decidiu começar um livro para relatar seus últimos dias. Felizmente, após procurar outra consulta, a sentença revelou-se incorreta. Então, Nélida decidiu transformar o antigo diário de morte em uma celebração poética e reflexiva sobre a existência. No episodio desta semana, o professor de literatura Rogério Duarte destaca a capacidade que a escritora tem de atribuir sentido e extensão a um tempo que é passageiro, por meio das memórias do passado e das possibilidades da literatura.