
Nascido a partir da música afro-americana na primeira metade do século XX, o rock and roll rapidamente se popularizou entre a juventude e se tornou sinônimo de contestação e rebeldia. O estilo de vida calcado na tríade "sexo, drogas e rock and roll" foi propagado aos sete ventos e se tornou parte do imaginário da cultura pop mundial, alçando ao estrelato figuras como Mick Jagger, Keith Richards, Ozzy Osbourne e Jim Morrisson. Ao passo em que o estilo musical e seus principais representantes envelhecem, manifestações conservadoras vão sendo percebidas entre os rockers, famosos ou não, e, na era digital, ganham mais visibilidade, causando polêmicas entre fãs da arte e dos artistas. Trazendo pro contexto brasileiro, o apoio manifesto ao conservadorismo vindo de músicos ligados ao rock, como Digão dos Raimundos, Lobão e Roger Moreira do Ultraje a Rigor coloca em xeque a natureza contestatória e libertária do rock. É nessa polêmica que vamos adentrar e O Mediato quer saber: o rock é conservador? Ser roqueiro e reacionário é coerente? É isso que vamos tentar descobrir no episódio de hoje.