
Como disse, ia tomar os corações humanos de Bera e Birsa, quando me detive fascinado: a causa foram as scintilla luminis, ou raios de lua, que começaram a brotar deles. Milhares de raios que saltavam em todas as direções, ora girando em círculos, ora em espiral, ou traçando curvas brilhantes de caprichosa forma, impediam-me de distinguir o fundo do chapéu, ou ainda o próprio chapéu. Fascinado pelo espetáculo, encantado, talvez hipnotizado, recordei sem querer a definição do alquimista Khunrath; que disse: “Scintillae Animae Mundi igneae, Luminis nimirum Naturae”, ou seja, são raios ígneos da Alma do mundo, que se evidenciam na Natureza.