
A pandemia do novo Coronavírus desmascarou um problema que persiste há anos no Brasil: a desigualdade social. Um dos pontos na qual essa divergência mais chamou a atenção foi na educação. Em um país que metade da população não tem acesso à rede de esgoto, segundo dados do Ministério de Desenvolvimento Regional, usar o método de videoaulas pela internet, pode não ter sido a melhor escolha. Foram 5,8 milhões crianças e adolescentes que ficaram sem atividades escolares durante esse período de quarentena no Brasil. Dessas, 4,3 milhões são negras e indígenas. Ou seja, crianças não-brancas foram as mais prejudicadas em todas as regiões brasileiras. Esses dados são de um levantamento feito pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, o CEBRAP, e da Rede de Pesquisa Solidária, com base nas informações divulgadas pelo IBGE. Neste primeiro episódio do Podcast O Periódico, vamos conversar com dois especialistas que apontaram os principais erros e como a desigualdade social do país afetou as minorias durante o surto do Covid-19