
"A poesia dá-te um convite a um reconhecimento, a uma nomeação. E eu percebi desde muito cedo queeu para escrever precisava de mostrar o caminho, ou seja, precisava de levar o leitor pela mão. E isso consigo sobretudo através do romance. " Escritora, argumentista, realizadora, Filipa Martins começou cedo a inventar histórias alterando, por exemplo, os finais dos livros que lia. Entrou no jornalismo por mão própria, quando um dia se apresentou na recepção do Diário de Notícias com os textos que havia escrito, e pediu ao porteiro para falar com alguém porque queria pedir um estágio. Tem vários livros publicados, o mais recente No Meu Fim Está o Meu Começo, edição Quetzal, parte de uma história pessoal e biográfica para uma reflexão sobre o Estado Novo e sobre o tempo presente. Sobre isso e muito mais conversamos neste episódio que, como costuma acontecer, faz paragens obrigatórias nalguns pooemas. Filipa trouxe T. S. Eliot, o poema de onde tirou o título deste mais recente livro; Natália Correia, a poeta sobre quem escreveu uma biografia chamada O Dever de Deslumbrar, e Sophia de Mello Breyner Andresen.