
Apocalígrafo. João Carlos Monteiro Moreira. Capítulo Extra! AGRADECIMENTOS. Poema Parido. Está aqui e agora que faço? Do acaso surgiu, sem força ou cansaço. Noturno rumor o fez nascer. Pasmado regalo ao amanhecer. Depressa, antes que o olvido te leve. De volta ao torpor da excelsa desordem. Apagada a marca da tua omissão. Timbrada a ideia com força de mão. Por onde andavas, que falta não fazes? Morada ocupada prenha de vazio. Surges do nada, enganas o autor. Sucumbe ao ardil, se julga criador. Exalto soberba, vaidade autorgada. Julgado o valor por conta de um conto. Aos milhos pardais acorrem em bando. De vento sopram quimeras de espanto. Despojado o ego da sua tolice. Importa atentar na exposta atitude. Mostrar que se sabe fazer, é burrice. Um mestre não gaba a sua virtude. Por conta da tua impressa presença. Ente que surges diante de mim. Composto de verbos, letras, ilações. Te solto no mundo, te entrego aos leões!