
Apocalígrafo. João Carlos Monteiro Moreira. Capítulo 12. AMBIENTALISMO E OUTRAS CAUSAS. Verdes Tenros. Praça cheia rebanho urdido. Esponjas sedentas, copo vazio. Janela do mundo, ferrolho aberto. Fecundas ideias, povo coberto. Para onde vais sobram vontades. Filhos da razão vos fizeram. Cartões erguidos escritos à pressa. Todos alegam a ideia certa!. Com os dedos constróis doutrinas. Descobres premissas do tempo presente. Erigidas verdades com frases de outros. Ilustres docentes pagos em "gostos". Emendas a moda, de verde te pintas. Te moves com vento, com sol te carregas. Proclamas saber verdades de outrora. Nunca criaste nada, nem o fazes agora! Sedentas de inverno secaram as fontes. Rios, ribeiros se escondem nos montes. A água que bebes já outro a bebeu. Está toda cá, desde que o mundo nasceu. Campos frondosos dispensam sementes. Alterado o gene, para fartura das gentes. Florestas virgens se tornam archotes. Casas queimadas até aos barrotes. Negócios do Homem só ganho de alguns. Dinheiros gastos, responsáveis, nenhuns! Os flatos do gado amornam as brisas. Verões inclementes de auras frias. No bafo dos dias da branda invernada. Cantinas que servem a carne errada! Gritos tingidos de asfalto. Cursos tirados sentados no chão. Em bando obrigas a lei. Palavras de ordem, surdas se ouvem. Exiges do mundo. Do saber, proclamaste-te rei!