
Uma das partes mais difíceis da fé é continuar quando a explicação ainda não chegou. Gostamos de confiar depois que o caminho fica claro, a conta fecha e o resultado parece provável. Só que, nesse momento, confiança quase se confunde com cálculo. Existem fases em que você faz o que considera correto e, mesmo assim, a porta fecha. Ora, trabalha, se prepara, cumpre sua parte e não entende por que nada acontece como imaginou. É aí que o coração revela onde estava apoiado. Nos negócios também existem períodos assim. A estratégia parece consistente, a equipe está comprometida e o retorno demora. Você precisa revisar os fatos, corrigir erros e ouvir conselhos. Mas nem todo silêncio significa que a direção perdeu o sentido. Fé não elimina análise. Ela impede que a falta de resposta imediata destrua seus princípios. Cidadão, compreender tudo antes de obedecer seria confortável. A vida raramente oferece esse contrato. Algumas decisões só mostram seu propósito depois que foram sustentadas por tempo suficiente. Outras ensinarão algo diferente do resultado que você pediu. O ponto é não usar Deus para justificar teimosia, nem usar a incerteza para abandonar toda convicção. Quando a lógica ainda não consegue explicar o caminho, o que continua firme dentro de você? Pense nisso.