![A MAGNÉTICA IRÔNIA INFERNAL → O CONTO DA AIA: GRAPHIC NOVEL [QUADRINHO] (2024) – PARTE 00](https://d3t3ozftmdmh3i.cloudfront.net/staging/podcast_uploaded_nologo/20768672/20768672-1734475062170-60e0e62aae2d8.jpg)
Já falei algumas vezes por aqui que o conceito “inferno” é mais uma noção filosófica reflexiva do que uma punição etérea ou mesmo uma prisão que se repete ad infinitum . Aliás essa última noção de inferno-reciclagem é uma das mitologias mais fortes do pensamento estadunidense como ALAN MOORE (1953) demonstrou em sua série CINEMA PURGATÓRIO [QUADRINHO] (2016). REF [ https://sombrionauta.medium.com/cinema-purgat%C3%B3rio-volume-02-quadrinho-2017-68b384333c68 ] Sendo assim o “inferno” é outro nome para reflexão, um nome mais adequado a meu ver, porque como SILVIO ALMEIDA (1976) disse certa vez consciência sempre tem algum desconforto. Justamente quando ele disse isso, pelo que me lembro, se referira a quando ele mesmo foi confrontado com seu machismo e percebeu que mesmo um homem negro estudado pode cair nas malhas desse tipo de coisa. Talvez o que foi chamado posteriormente, e de maneira problemática a meu ver de “machismo estrutural”. Problemático, porque em verdade não é uma estrutura além humana que impõe essa economia política cultural, e sim, a necessidade de manter mulheres biologicamente aptas à reprodução de mão-de-obra sobre controle, redundando numa vigilância estrita e irrestrita sobre todas as mulheres que gestam, ou não. Então ele não é uma estrutura apenas, e sim, uma conjuntura tecnológica pragmática e funcional nos mais diversos contextos. NESSA VERSÃO DA HISTÓRIA MAIS PODEROSA QUE JÁ VI SOBRE O IMPACTO DO MACHISMO COMO ECONOMIA POLÍTICA, MARGARET ATWOOD (1939) FAZ UMA IMERSÃO EM TAL INFERNO TECNOLÓGICO, MAS QUE NÃO É DIRIGIDA PARA NÓS HOMENS. Esse quadrinho é sobre isso. Para acessar as referências siga o link [ https://medium.com/@sombrionauta/o-conto-da-aia-graphic-novel-quadrinho-2024-e16e86deccbd ]