![BLACK ALIEN- MÊS DO HIP-HOP [SHOW] ( 13/03/2022):](https://d3t3ozftmdmh3i.cloudfront.net/staging/podcast_uploaded_nologo/20768672/20768672-1734475062170-60e0e62aae2d8.jpg)
Ainda no estilo Oz. Eu sou um fã de rap. Muita gente não acredita nisso. Não acredita porque não cumpro alguns ritos típicos desse tipo de pessoa: não sei as letras de cor, não acho que é tudo é “compromisso com a verdade das ruas” e que, de vez em quando, alguma viagem é necessária. Chamavam esse tipo de rap mais descompromissado de “chuva com uva”, onde as rimas tem como objetivo mais entreter do que politizar. Até mesmo o finado Sabotage (1973–2003) fazia letras assim. E não vejo nenhum problema nisso. Contudo, mesmo nessa vertente mais divertida, o compromisso que o Rap sempre defendeu é que seus participantes fossem “reais”, ou seja, tentassem praticar os seus discursos, de forma a alcançar o máximo possível de coerência entre ação e intenção. CHAMAM ISSO HOJE DE “PAPO RETO”. E isso tinha que ser sério, até mesmo quando você cantava um personagem. Eu respeito isso. Mas respeito é para quem tem para trocar. Logo o respeito pelo público era fundamental. Eu ainda acredito nisso também. Muita gente diria que tal coisa não é mais tão importante no game do rap, que hoje é outra coisa: não se faz música para o público, e sim, para streaming. A meu ver, quem pensa assim é esse pessoal que conheceu o RAP tocado no Sesc e não em algum bairro, por um bando de mulheres e homens que só tinham suas vozes para se protegerem de si mesmos, do mundo, de tudo o que os estava espancando e forçando a serem: resumindo, resistir ao sistema (capitalista). Para mim, e para o Axl Rose (1962), o rap era uma espécie de consciência que não se rendia, que não pretendia vencer, nem perder: ele apenas expressava a condição humana sem retoques, sem moralismos, apenas um relato cruel de como as relações humanas eram inumanas e ao mesmo tempo somente explicadas por quem acreditava na humanidade. AINDA VEJO A SÉRIE OZ (1993–2003) COMO AUGE DISSO TUDO: ALI O RAP ENCONTROU O TELETEATRO E CRIOU SUA PRÓPRIA MANEIRA DE NARRAR A COMÉDIA HUMANA. Não foi o que vi neste show que resenho. Siga lendo no Link do medium