![SALOMÉ 4.0 - A MODELO E O FOTÓGRAFO [FILME] (2020) - 00](https://d3t3ozftmdmh3i.cloudfront.net/staging/podcast_uploaded_nologo/20768672/20768672-1734475062170-60e0e62aae2d8.jpg)
Cada vez mais temos pautado nossas vidas pessoais por meio da iconologia. Não que isso fosse novo, mas era bastante circunscrito, acredite ou não, aos círculos mais eruditos da sociedade escrita. Isso porque o acesso a fontes visuais icônicas ou imagéticas era bem restrito, e sua produção bastante limitada, geralmente a centros urbanos, e preferencialmente em espaços coletivos. Claro que as pessoas tinham muitas vezes seus pequenos altares às suas entidades, divindades e deuses, mas elas nunca acreditavam de fato que os mesmos eram daquele jeito; o mundo antigo entendia bem que ficção e realidade era coisas que afetavam uma a outra, porém não seriam duplos de si mesmos. NÃO SE CONFUNDIA ENTÃO REFLEXO COM REALIDADE. A ascensão e acesso ao mundo escrito passou a demandar uma grande quantidade de livros escritos, que por sua vez aumentaram a necessidade de ilustradores competentes que pudessem criar enorme quantidade de figuras adequadas a toda nova sorte de escritos, sejam como capas, sejam como complemento à leitura literal da realidade circundante. E aí está o ponto: à medida que essa entrada de imagens foi se tornando cada vez mais acessíveis graças a popularização de tecnologia fotográfica após o século XIX e superlativada com a difusão massiva dos SMARTHPHONES (1909), surgiram toda a sorte de interpretações de nós, sociedade, sobre nós, a sociedade panóptica AQUI VEJAMOS O QUE ACONTECE QUANDO DOIS AMADORES PROFISSIONAIS PASSAM A ENXERGAR A SI MESMOS POR MEIO DO PROCESSO FOTOGRÁFICO EM QUE ESTÃO SE SUBMETENDO. Esse filme é sobre isso. "Precarity" bY Apoxode, Javolenus CC BY-NC 3.0 Deed Attribution-NonCommercial 3.0 Unported