
A SINDICALISTA [FILME] (2023): Existe uma curiosa posição entre a maioria dos marxistas que conheci, seja pela leitura, seja por meio das redes sociais e transmissões midiáticas: usarem o conceito de revolução como prova que não pode haver mais revolucionários. Via de regra, “revolução” é um movimento pelo qual, de maneira razoavelmente consciente uma camada do chamado proletariado, ou de gente que não é necessariamente dirigente de uma sociedade ,vem por meio da violência tomar o poder de organização desta, que pode se tornar nacional com o tempo (a maioria dos marxistas é mais jacobino do que bolchevique nesse sentido) e assim mudar a economia política de um determinado território. O PROBLEMA É A VIOLÊNCIA. Porque nego acha, depois de certa noção entrista trotskista, que advogava que por meio da infiltração de gente socialista em instituições capitalistas elas com o tempo se tornariam viriam a se tornar comunistas. COISA ESTRANHA, E QUE A FISIOLOGIA DOS SISTEMAS ELEITORAIS BRASILEIROS PROVA NÃO SER TÃO EFICIENTE ASSIM. Isso explica o repudio à violência como forma de ação, e portanto, os que poderiam desencadeá-la, a saber, os proletários. MARXISTAS QUE É CONTRA VIOLÊNCIA É CONTRA-REVOLUCIONÁRIO. Aliás, qualquer um que seja contra a violência de modo geral é um conservador do status quo, seja ele de “esquerda” ou de direita. Pensando melhor, a direita nunca teve medo de usar a violência, e quando o seu setor que a perpetrou falha, é chamado de extrema-direita. NINGUÉM GOSTA DE SER PARTE DE UM PLANO FALHO. A não ser que queira falhar e assim permanecer em sua atual posição confortável. Mas existe outro efeito desse marxismo também chamado de vulgar: o de negar a criação de ficções e mitos políticos para a classe trabalhadora e empregatícia, o que a faz repudiar as produções pop, por serem contaminadas pela classe média. SE ESSE PESSOAL CHEGAR AO PODER, ACHO QUE VÃO TODOS COLOCAR UMA ARMA NA BOCA E DISPARAR ENTÃO. Aqui esse filme que discuto destaca e recria um mito fundamental do pensamento trabalhador, negado pelo marxismo atualmente: o sindicalismo. OU MELHOR, AS SINDICALISTAS.