
“Crise da Saúde Suplementar?" Hoje 70% da população brasileira é atendida pelo SUS e não precisa dizer que o sistema já está “inchado” e que não tem capacidade para aumentar nem uma cabeça de alfinete a mais. A Saúde Suplementar hoje é responsável por atender 20-25% da população brasileira e tem “alarmado" uma Crise de insustentabilidade. Neste triângulo de Forças figuram 3 Personagens principais: Planos de Saúde; Profissionais Prestadores de Saúde (Médicos) ANS No centro do triângulo está o Maior interessado nisto tudo que é o Paciente. Este quer pagar o valor “justo"e ter o atendimento que precisar garantido. Com qualidade de atendimento, conforto e sem negativas. E aí eu entro em um tema presente em qualquer situação da vida que são os Pontos de Vista. Cada personagem deste cenário tem o seu: ANS: “Sabe que o SUS não sustenta os atendimentos, busca, teoricamente, um equilíbrio entre beneficiários e operadoras. Não paga a conta. As vezes fica no meio de tantos interesses e pressões. Elabora o “rol de procedimentos”que classifica como taxativo (obrigatório) tentando equilibrar avanços científicos, capacidade financeira do setor e…interesses da indústria OPERADORAS DE SAÚDE: O que eles dizem Os principais perigos e desafios são: 1.Demanda por Serviços: Envelhecimento da População (aumento da demanda por cuidados crônicos e de alta complexidade), Pandemia e Pós-Pandemia pelo COVID (aumento na procura por diagnósticos, tratamentos e serviços psicológicos). 2. Concorrência e Tecnologia: Novos Entrantes (Healthtechs e startups de saúde desafiando o modelo tradicional, oferecendo serviços mais acessíveis e personalizados), Transformação Digital: Adoção de tecnologias como telemedicina e inteligência artificial exige investimentos significativos, mas nem todas as operadoras estão preparadas para isso. 3. Percepção e Insatisfação do Consumidor: Dificuldades no Acesso, Crescimento de Alternativas: Planos de saúde com coparticipação ou acesso limitado 4. Sustentabilidade Econômica: Inflação Médica e Aumento da Judicialização (Decisões judiciais que obrigam a cobertura de procedimentos ou medicamentos não previstos nos contratos impactam a previsibilidade financeira) Aqui entra no Ponto Sensível a nós, Médicos Prestadores pois os Planos de Saúde tem colocado como Parte da Solução: “Buscar maior eficiência operacional para controlar custos.” Como? Mudar o Modelo de Remuneração Médica é uma das propostas. Quais sao eles: Fee for Service Capitation Salário fixo Pagamento por performance ou valor Empacotamento (modelo de remuneração no qual um único valor fixo é estabelecido para cobrir todos os serviços relacionados a um episódio especifico) 6. Global Budget: valor mensal total pago a um hospital (passa ao hospital o gerenciamento de capital) Cristiano Caixeta é hoje Médico Assistente da seção de glaucoma da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Professor da Faculdade de Ciências Médicas da mesma Instituição. Caixeta é ex-Presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e presença muito marcante dentro do nosso Conselho. Batalha diariamente pelos interesses de todos nós juntamente ao poder público, população e os próprios médicos GRATUITAMENTE. Caixeta está frequentemente em Brasília defendendo, discutindo e argumentando para o benefício da Classe, presente nas Ações sociais promovidas pelo CBO e tem uma relação pessoal com todos os colegas oftalmologistas que o procuram. Vem ouvir a visão de um oftalmologista, como nós, que batalha por esta causa todos os dias e interage com os principais agentes deste ecossistema! OftalmoXpert, de olho no futuro!