
Geo sempre soube que queria ser mãe, mas não queria gestar. E era perfeito, porque a mulher dela, Carol, queria. Geo vendeu o carro e, juntas, foram a uma clínica de fertilização: o óvulo da Geo, o corpo da Carol. Aqui, ela conta a espera, a gravidez, a cesárea e o momento em que o Gui nasceu: ele parou de chorar assim que ouviu a voz dela. Ele reconheceu a Geo. Ali, ela nasceu também como mãe, segura de que estava exatamente no seu lugar. Com ela, falamos sobre a licença-maternidade na dupla maternidade, dos desafios cotidianos e do Coletivo dupla maternidade que a Geo coordena. Obrigada, Geo, por lembrar que a maternidade não depende de um ventre, mas de um vínculo que se constrói seguindo o caminho próprio de cada mãe. Gravamos entre São Paulo e Lauro de Freitas, na Bahia, ao som dos passarinhos. — Link na bio.