
Para algumas mulheres, a dor não é toda negativa. Julieta tem o corpo inteiramente tatuado, conhece bem a dor e não a teme. Mas durante o parto do Nino, a dor foi tamanha que ela alucinou e chegou a ter visões. Para Julieta, que é fotografa, muita coisa passa pelo olhar. Neste episódio, ela conta a sua gravidez alegre, o parto que curou feridas arcaicas. Ela fala como o ato de parir a unificou ela e seu corpo, a fez se sentir encarnada pela primeira vez. Julieta relembra o olhar profundo do Nino quando nasceu, e como, pouco tempo depois do parto, ficou sabendo que o seu filho tinha contraído toxoplasmose, uma doença grave que acomete a visão. Mas olhar não é só ver, se faz também com a alma. Com Julieta falamos de dor, de yoga, de saude mental e de epifania.