
Quando engravida, uma mulher carrega consigo desejos, sonhos e ideias. Mas, aos poucos, vai se deparando com a realidade. E então surge a pergunta: agarrar-se aos desejos ou desapegar-se e permitir que a maternidade aconteça como ela é? Ainda no útero, a bebê de Marília começou a crescer mais devagar. Um sinal de alerta se acendeu, trazendo junto o peso da preocupação. Foi o início de uma nova fase: o recolhimento, as consultas quase diárias, e o risco real de um parto prematuro. Marília conta aqui a sensação de ter vivido duas gestações em uma, a cesárea inesperada e linda, as semanas na UTI e o puerpério sereno, em que tudo, enfim, fazia sentido. Obrigada, Marília, por nos lembrar que a maternidade é uma travessia — e que, às vezes, flutuar é o único jeito de seguir.