
Muito se fala que Marx foi deturpado e que a implementação prática do comunismo não seguiu corretamente a cartilha marxista; que os horrores dos regimes comunistas — como, por exemplo, os genocídios, as execuções em massa de dissidentes, miséria e fome extremas causadas pelas políticas socialistas, e o totalitarismo dos regimes — não passam de desvios que em nada mancham os nobres ideais comunistas. Essa ideia tem algum fundamento nas obras marxistas? Existe a possibilidade de dissidência e de diversidade sob o regime comunista tal como concebido por Marx e Engels? É possível que um cidadão de um regime comunista mantenha uma esfera de liberdade, ou será que o comunismo é um ideal inerentemente totalitário? Neste episódio, segunda parte da nossa análise do Manifesto Comunista, tentamos responder a essas e outras questões. Imagem: Proletários de todos os países, uni-vos. Jan de Waardt, 1900. Trilha sonora: Antonio Vivaldi, “La Notte", Concerto em G menor, RV 439. Felix Mendelssohn, “Variations Sérieuses”, Op. 54, solo para piano.