
Olá, seja bem vindo, seja bem-vinda ao curso Projeto Integrador VII: Direitos Humanos e Educação, no Curso de Licenciatura em Letras Italiano na modalidade EaD da Sead UFES. Eu sou o Prof. Orlando Lopes e esta é a nossa terceira aula, na qual vamos experimentar o formato de podcast como recurso de apoio e fixação. Direito, Ética, Educação Vimos nas nossas duas primeiras aulas que os Direitos Humanos envolvem, entre outras coisas, o reconhecimento e a tentativa de reparação histórica em nível mundial dos excessos de violência física e simbólica cometidos por povos, por estados, por empresas, por partidos, por religiões, especialmente em períodos de guerra. Nosso dever e nosso direito, como cidadãos, é o de buscar ter clareza em relação a eles, de defini-los, de saber acioná-los e, principalmente, de torná-los mais viáveis, mais universais no limite das nossas capacidades e espaços de ação. Essa clareza em relação aos direitos (e não apenas os “Direitos Humanos”) passa pela crucial questão dos “princípios”, do “caráter”, dos “valores” pelos quais se regem as pessoas, os grupos e as instituições. Tais questões são a base para o desenvolvimento da Ética, ciência ou disciplina filosófica que busca refletir sobre a natureza e a identidade das coisas, particularmente das coisas que definem o “mundo humano” e que permitem distingui-lo do mundo dos demais seres. Costuma-se tomar como sinônimos os termos “Ética” e “Moral”; e embora sua vinculação e interdependência seja inequívoca, reduzir uma à outra implica o risco de confusões. É sempre bom ressaltar que “Ética” vem do grego “Ethos” (que remete a termos como “caráter”, “personalidade”, “identidade”…), enquanto “Moral” vem do latim “Mores”, ou “hábitos”, “costumes”, “comportamentos”. A distinção é importante porque muitas vezes é preciso pensar sobre cada elemento de uma situação antes de tomar uma decisão, exatamente em função do caráter daqueles que nos parecerem mais importantes. Nosso espaço mais comum de ação é o espaço educacional, e o nosso papel de ação mais provável é o de professores. Assumimos uma identidade, incorporamos um ethos quando desenvolvemos nosso trabalho: falamos e agimos como educadores. Mas… falamos a partir de que identidade, aceitamos, incorporamos e manifestamos que tipos de valores, formados em que contextos e a partir de que perspectivas? Como professores, devemos estar atentos às oportunidades de inserir “reforços positivos” de “valores”, “referências”, “sugestões” que devem facilitar a integração dos jovens na vida social e “no mundo”, na “existência”, na “realidade”. É certo que queremos sempre o melhor para nossos estudantes, queremos lhes dar os melhores conselhos, as melhores orientações e encaminhamentos. Contudo… O quanto (e, não menos importante, como) nos preparamos para isso - aconselhar, orientar (e, mais recentemente, mentorar)? Que percursos de aprendizado de valores humanos nós mesmos já fizemos, e que roteiros de experiências humanizantes temos a oferecer a nossos estudantes? Como podemos introduzi-los na vida escolar - e fora dela? Nosso projeto integrador pretende caminhar nessa direção: pensar e propor formas de “humanização” pelo contato com a leitura, e realizar experimentos de leitura com textos que permitam a percepção, análise e interpretação de imagens e relatos literários que explicitam questões diretamente relacionadas com os temas representativos dos Direitos Humanos. Plano de curso completo aqui: https://docs.google.com/document/d/134b2TVA1K_l8Ip74vCq_ref4u9iXUGGVQPG7eKQHZHE/edit?usp=sharing