
Escrito por Marcos Adegas de Azambuja em 2017, o texto discute a evolução histórica dos conceitos de alma, corpo e cérebro e o subsequente impacto das neurociências na psicologia, especialmente no contexto brasileiro. O autor utiliza uma perspectiva foucaultiana e a análise de Bergson para traçar a transição de explicações metafísicas para o foco no cérebro como essência da identidade humana. O trabalho examina como o saber-poder e as práticas de visualização (como dissecações e tecnologias de imagem) influenciaram a racionalidade biomédica e a formação da psicologia como ciência. Por fim, o autor questiona o futuro da psicologia em face do crescente domínio das neurociências, especialmente no cenário acadêmico nacional.